Informamos que as inscrições para o 7º Encontro do Saber Psicanalítico: "As estruturas clínicas e suas implicações psicopatológicas" já estão abertas e contaremos com a presença do Psiquiatra e Psicanalista  e escritor de variar obras Dr. David Zimerman.
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Palestrante
Dra. Maria Aparecida Laurenti
 
Cúrriculo

 -PSICÓLOGA CLÍNICA (Psicoterapia Psicanalítica Kleiniana)       
-Supervisora de Estágios de Clínica do 9º e 10º semestres de Psicologia do Centro  Universitário  de Santo André (UNIA - ANHANGUERA). Psicanálise, Psicossomática  e Psicopedagogia.

-Professora e Supervisora de Psicodiagnóstico e Estágio no Curso de Psicopedagogia do Programa  de Pós-Graduação do Centro Universitário de Santo André (UNIA – ANHANGUERA).

-Formada  em  PSICOLOGIA  CLÍNICA  pela  Faculdade  de Ciências  e  Letras  da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). 

-MESTRE  EM  PSICOLOGIA  CLÍNICA   pela  Universidade  Metodista  de  São Paulo  (UMESP). Área: Psicologia da Saúde.Dissertação: Depressão, Sexualidade e Variação Adaptativa na Velhice.   
-DOUTORA  EM  PSICOLOGIA   CLÍNICA  pela  Pontifícia   Universidade  Católica de São Paulo (PUC). Área : Psicossomática e Psicologia Hospitalar.

Tese: Variações da  Adaptação  e  Sentimentos  Depressivos  em  Mulheres com Suspeita de Câncer de Mama: Um Estudo Através da EDAO e do Teste   das Relações Objetais de  Phillipson.

Membro da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática (ABMP)

Palestra PSICOSSOMÁTICA E AGRESSIVIDADE
 

“Aquele misterioso salto da mente para o corpo”. Foi assim que, por mais de uma vez, Freud exprimiu sua perplexidade ante o problema do relacionamento entre os fatos da vida psíquica e os da vida orgânica. Com tais palavras, ele fazia referência aos sintomas físicos da histeria, doença de causa essencialmente psíquica, que dá lugar, entretanto, a uma grande variedade de manifestações corporais.
         Com o correr do tempo, a importância da compreensão desse relacionamento ultrapassou os limites da histeria e estendeu-se, de modo geral, a todos os campos da investigação patológica, erigindo-se mesmo uma nova concepção da doença e do doente que, hoje em dia, constitui o campo da PSICOSSOMÁTICA.
                                                                                 (Durval Marcondes, 1966).
 
A Psicanálise como sabemos, se originou do estudo de sintomas que se expressam no corpo, como é o caso da histeria, afirmando a unidade fundamental existente entre “psique” e “soma”, mas parece que a tradição cartesiana e dicotômica continua se impondo, senão no discurso, pelo menos no que diz respeito à prática de médicos e psicólogos, pois os primeiros, em sua maioria, continuam tratando do corpo, pouco levando em consideração a individualidade do doente, e os segundos dificilmente se ocupam de sintomas orgânicos.  Sabemos que o desenvolvimento da Medicina ocorreu em bases eminentemente organicistas, dirigidos em essência à preservação e recuperação da saúde física e a evolução da Psicologia verificou-se sem a preocupação simultânea com os problemas orgânicos, voltados primordialmente à manutenção e recuperação da saúde mental. Assim, ao invés de inter - relacionado e convergente, o processo da saúde estabeleceu-se de forma inadequada e paralelo, até que o advento mais preciso da conceituação Psicossomática demonstrasse a necessidade de integrá-la em área de conhecimento comum.
Acredito que um dos razoáveis objetivos para a saúde é a procura desta integração, onde mente e corpo constituem uma unidade,porém sem igualdade. Thanatos e Eros são exemplos de uma unidade sem igualdade que delineia o caminho de cada experiência Biológica Única chamada vida.
Foi somente nos últimos vinte anos que médicos, biólogos e psicólogos ocidentais, começaram a compreender o inter-relacionamento entre os estados emocionais e mentais e o bem estar físico. O campo da imunologia é quase uma espécie de “segundo cérebro”, uma rede celular especializada que confere ao corpo uma identidade flexível, além disso, essa identidade somática mantém vínculos extremamente específicos com as redes neurais subjacentes à vida cognitiva, formando a base do novo campo da Psiconeuroimunologia.
       Penso como o professor Miller de Paiva (1994), que o profissional que acredita na Psicossomática deve ter, além de conhecimento sobre o orgânico, sobre estruturas, sobre o funcional, necessita ainda, conhecer a ciência do mundo inconsciente e sua dinâmica, para assim compreender o seu paciente e ambos terem oportunidade de novos conhecimentos. Aí, então, ele poderá seguir o poeta Kazantzakis:
 “Em mim ressoa uma ordem :
- Cava! Que vês?
- Homens e pássaros, pedras e flores
- Cava mais! Que vês?
- Idéias e sonhos, clarões, fantasmas...
- Cava mais ainda! Que vês?
- Nada. Uma noite densa, muda, surda como a morte
Deve ser a morte.
- Cava mais um pouco!
- Ah! Não consigo penetrar mais a muralha negra!
     Ouço gritos e prantos. Ouço frêmitos de asas que vem da outra margem!
- Não chores, não chores, não vêm da outra margem!
      Os gritos, os prantos e as asas... vêm do teu coração! “.

De forma geral, é curioso observar a reação de perplexidade  das pessoas diante da possibilidade de admitirem que a causa da sua doença orgânica esteja baseada em fatores psíquicos. Na prática, no entanto, podemos observar de forma  clara  a  influência  do  psiquismo  originando  um  sintoma somático  ou  vice-versa,  isto é,  podemos  perceber  claramente  a  relação  de  interdependência entre mente-corpo. Pessoas que adoecem quando da perda de um ente querido, ou quando estão muito felizes, ou preocupadas ou ansiosas.
A compreensão do fato de que a mente e o corpo são inter - relacionados remonta há pelo menos 4.500 anos. Huang Ti, chamado de o Imperador Amarelo da China, autor de um clássico de medicina interna, observou que a frustração pode fazer com que as pessoas fiquem fisicamente doentes. “Seus desejos e idéias deverão ser investigados e acompanhados” - o recomendava - “e então... aqueles que tenham atingido a satisfação espiritual serão prósperos e vicejantes, enquanto os demais, os que não o conseguirem, perecerão”. (Lewis,H.R. & Lewwis,M.E.1974).


  O Conceito de Psicossomática e sua Evolução na História

     “A loucura é a alma se expressando em carne viva”
                                                                                           Carlos A.Bynton                                                                   

 Para o primitivo, a vida tinha que ser vivida de acordo com a ordem natural do espírito, portanto era uma causa natural que seu procedimento terapêutico tivesse o mesmo enfoque. (Mauceri, 1986).
       A qualidade de observar a natureza como transcendente é encontrada na maioria das religiões arcaicas e levou ao desenvolvimento de uma medicina em que o respeito pelo espiritual e pela busca de um significado maior com relação à doença e saúde era básico.
       Todas as civilizações que se sucederam à sociedade primitiva deram continuidade a essa linha de pensamento.
Os médicos gregos foram os primeiros a separar a categoria espiritual da material e a desenvolver uma abordagem científica tal como usamos hoje: observação, análise, dedução e síntese.
A harmonia interna podia ser obtida por música, dieta, compreensão dos sonhos e meditação, que levavam à estabilidade e união da psique e soma.
No modelo romântico, primeira metade do século XIX, o estado de saúde era atribuído a diferentes fatores: biológicos, morais, psicológicos e espirituais. A fonte principal do conhecimento terapêutico era a observação clínica dos pacientes. Este modo de olhar a doença e a saúde contestava o racionalismo predominante, principalmente em função da descoberta da irracionalidade da mente (inconsciente).
Foi neste período que a psiquiatria se incorporou definitivamente à medicina e, como veremos adiante, surgiu a denominação “psicossomática”.
Posteriormente, doença passou a ser definida como um desvio do normal e não mais holisticamente, como um desequilíbrio não – natural. A observação clínica foi substituída gradualmente pela pesquisa experimental, a qual passou a ser considerada a principal fonte de conhecimento científico. No final do século XX, portanto, buscava-se a generalização, visando padronizar critérios de diagnóstico e formas de tratamento. Inicia-se um processo no qual os sistemas corporais são fragmentados em partes menores. Ao mesmo tempo, aspectos não materiais deixam de ter importância, inaugurando-se uma forma exclusivamente materialista de tratamento e cura.

Conceito de Psicossomática

A)O nome Psicossomática foi usado pela primeira vez em 1808 por um psiquiatra alemão, Heinroth, ao tentar explicar a origem da insônia. Posteriormente, ele introduz o termo “somatopsíquico”, para explicar a influência das doenças orgânicas sobre o psiquismo.

B)Felix Deutsch (1922) – foi o primeiro autor a introduzir o termo “Medicina Psicossomática”.

C)Helen Dunbar (1933) – forneceu a base principal para a formação dessa área, com observações sistemáticas e aplicação de uma metodologia científica.

Reconhece-se hoje que foi Felix Deutsch, em 1922, o primeiro autor a introduzir o termo “Medicina psicossomática”, embora tenha sido Helen Dunbar, com seu livro Emotions and Biology Changes. A Survey of Literature on Psychosomatic Interrelationships: 1910 – 1933 Mudanças Emocionais e Biológicas. Uma pesquisa da Literatura sobre inter-relações Psicossomáticas”, quem tivesse fornecido a base principal para a formação dessa área, com observações sistemáticas e aplicação de uma metodologia científica. Embora a própria Dumbar não considerasse o termo adequado por não expressar que mente e corpo fossem aspectos de uma unidade fundamental, este foi consagrado por falta de outro melhor, caindo no domínio público e científico.
No editorial do primeiro número de Psychosomatic Medicine (1939) temos a seguinte definição, ainda não contestada, que tem norteado os trabalhos desse grupo:

“Seu objetivo é estudar a inter – relação dos aspectos psicológicos e fisiológicos do funcionamento normal e anormal do corpo e integrar a terapia somática na psicoterapia“ (Dumbar, 1939).

Considera-se que o aparecimento do livro de Dumbar, seguido da fundação da sociedade e da revista, tenha marcado a emergência do campo psicossomático.

D)Os estudos de psicofisiologia desenvolvidos por I. Pavlov e W. Cannon tornaram-se, nos anos 30, um componente integral da psicossomática.


E)Outra importante contribuição à área foi feita por H. Selye, com sua descoberta da síndrome geral de adaptação, hoje chamada mais comumente de síndrome do estresse.

F)S. Freud estudou a influência das emoções sobre o corpo, preocupando-se principalmente com o papel da etiologia na formação dos sintomas. Seus conceitos de repressão e conversão forneceram os instrumentos que poderiam ser aplicados à hipótese das relações psicossomáticas. Entretanto, ele confinou essas hipóteses à histeria e não as estendeu a doenças orgânicas.    

G)George Goddeck (1866 – 1934): considerado o pai da Psicossomática, estendeu as hipóteses psicanalíticas para todas as doenças orgânicas.

Groddeck afirma:
“O sucesso do tratamento psicanalítico - cujo direito à aplicação também em casos de moléstias físicas acabei reconhecendo contra a minha vontade - reforça o condicionamento das formas de vida doentias e saudáveis, do corpo bem como da alma, às forças do inconsciente. Não cheguei à psicanálise tratando de doenças nervosas, como a maior parte dos discípulos de Freud, mas a partir de minha atividade terapêutica, desenvolvida junto a pacientes com doenças orgânicas crônicas, fui obrigado a recorrer ao tratamento psicológico e posteriormente ao psicanalítico”. Muitas das idéias de Groddeck vão estar presentes no sistema desenvolvido pela psicanalista Melanie Klein.

H)Franz Alexander (1952) (Escola de Chicago)

Embora tenha descrito sete doenças, mais tarde, chamadas de psicossomáticas, Alexander  considerava que “ toda doença é psicossomática, uma vez que fatores emocionais, influencia, todos os processos do corpo, através das vias nervosas e humorais”. Para ele  “cada doença corresponderia  a um quadro emocional ou a um tipo de personalidade”. Trabalhou, assim, com a hipótese de especificidade orgânica, respondente a cada força psicológica motivadora.
Dentro de uma perspectiva psicanalítica, destaca-se também a Escola  Psicossomática de Paris, representada principalmente por Marty, Uzan e David.  Para eles, o paciente psicossomático era aquele caracterizado pela pobreza do mundo simbólico, aprisionado no concreto e com pouca ligação com seu inconsciente. Sendo assim, a doença não teria qualquer significação simbólica, pois seria conseqüência da própria incapacidade de simbolização.
Na mesma linha de raciocínio, Sífneos e Nehemiah desenvolveriam, posteriormente, o conceito de Alexitimia.  Esta palavra vem do grego “alexo” que significa afastar e expulsar e “tymos” que significa alma ou desejo. Poderíamos, portanto traduzi-la  como: afastamento da alma ou do desejo.
Desejo acrescentar a este conceito muitas vezes discutível, enfatizar que o que normalmente encontro na clínica, são Graus de Alexítimia, e isto preponderantemente nas situações de crise. É evidente que um paciente que consegue verbalizar sonhos e sentimentos, não se caracteriza como Alexítimico; no entanto se ele estiver somatizando, entendo que ele apresenta Alexítimia, (um grau baixo de Alextímia) na medida em que os afetos que realmente estão na origem do sintoma somático, não são verbalizados, mostrando-se como sintoma produtivo (somatização). Existe dificuldade na capacidade de simbolização subjetiva que se concretiza através do processo de somatização concreta (símbolo inscrito no corpo).

I)Mello F. (1992): Psicossomática Psicanalítica, Behaviorista ou Multidisciplinar.
Para este autor, a psicossomática evoluiu em três fases: A primeira, denominada de fase inicial ou Psicanalítica. Sob a influência das teorias Psicanalíticas, teve seu interesse voltado para os estudos da origem inconsciente da doença. A segunda fase, intermediária, influenciada pelo modelo Behaviorista, valorizou as pesquisas tanto em homens como em animais, deixando assim grande legado aos estudos do stress. A terceira fase, denominada de  multidisciplinar, valorizou o social, a interação e interconexão entre os profissionais das várias áreas da saúde.

J)Psiconeuroimunologia: (Paradigma da Integração).  O modelo atual de Psicossomática retoma antigos conceitos, práticas, métodos e técnicas, procurando integrá-los no mundo moderno.

A Psiconeuroimunologia propõe-se a religação da mente com o corpo, na medida em que estuda a relação existente entre eles, sob a perspectiva do “Paradigma da Integração” (Vasconcellos (1998)
 

“Psicossomática é uma atitude ou postura de abordagem integrativa do ser humano, independente da posição profissional de quem dela se utiliza, com o objetivo                     de enriquecer a sua prática”.  ( Laurenti, 2000 )


George Groddeck, o verdadeiro precursor da psicossomática enfocada na psicanálise, não consegue o reconhecimento de seus pares, tanto médicos quanto psicanalistas, e sua obra estará praticamente desconhecida por décadas.

 “Quanto mais profundo for o conflito íntimo do ser humano, mais graves serão as doenças, pois elas representam simbolicamente o conflito. E, inversamente, quanto mais graves as doenças, mais  os  desejos e a resistência a esses desejos serão violentos. Isso se aplica a todas as doenças ” (Groddeck, 1917).
Em relação à interdependência Mente-Corpo, Groddeck afirma:
“O sucesso do tratamento psicanalítico - cujo direito à aplicação também em casos de moléstias físicas acabei reconhecendo contra a minha vontade -reforça o condicionamento das formas de vida doentias e saudáveis, do corpo bem como da alma, às forças do inconsciente. Não cheguei à psicanálise tratando de doenças nervosas, como a maior parte dos discípulos de Freud, mas a partir de minha atividade terapêutica, desenvolvida junto  a pacientes com doenças orgânicas crônicas, fui obrigado a recorrer ao tratamento psicológico e posteriormente ao psicanalítico”.
Em sua auto-análise, Groddek busca as origens de seus sintomas e é conduzido até seus primeiros anos de vida. Afirma que eles esclarecem por que o inconsciente escolhe certas partes do corpo como pontos de ataque para sua atividade doentia ou, em outras palavras, como pode surgir uma disposição local.
Muitas das idéias de Groddeck estão contidas no sistema desenvolvido por Melanie Klein. Para esta autora o primeiro ano de vida é absolutamente fundamental para a formação e a estruturação da Personalidade. Ele se constitui no ponto central, organizador  da estrutura da personalidade:
•Esta estrutura se caracteriza por um eu frágil, com deficiência no seu processo de simbolização.
•É por meio do simbolismo que a fantasia inconsciente se expressa, seja em sintomas (físicos e mentais), em sonhos ou em relacionamentos humanos comuns.
•O sintoma físico (somatização) seria a simbolização de uma Fantasia Inconsciente.
Para Klein, a interação entre ansiedades e fatores físicos é um aspecto dos complexos processos de desenvolvimento precoce envolvendo: Todas as emoções e fantasias do bebê durante o 1º ano de vida e isto se aplica à vida toda.
A partir dos trabalhos de Alexander, na década de 30, a questão da dissociação  mente-corpo  polarizou  o  interesse  dos psicanalistas e conduziu à  investigação da relação precoce entre a mãe e o bebê.  Sperling (1978) considera a má resolução da simbiose mãe-bebê a base dos transtornos psicossomáticos; Winnicott (1982) propõem que a essência desses fenômenos devia-se à própria dissociação, conseqüências de clivagens egóicas ocorridas no início do desenvolvimento; Marty (1994) afirma que o transtorno psicossomático não configura uma entidade nosológica, sendo a manifestação de um aparelho mental frágil e instável, devido a um mal funcionamento do sistema   pré-consciente; Sami-Ali (1986) diz ser a somatização devida a uma forma especial de repressão; Joyce Macdougall (1991) mostra que o transtorno psicossomático surge na primeira infância como uma reação ao desamparo psíquico e como uma tentativa de sobrevivência que protege o indivíduo do acúmulo de tensão psíquica; Dejours (1989) acredita que as agressões familiares dirigidas ao bebê, e a incapacidade materna de separar-se deste, sobrecarregando-o sensorialmente, tornam-no incapaz de elaborar psiquicamente o montante de violência arcaica. O sintoma psicossomático sobreviria como um intento criativo para curar-se.
Percebe-se os seguintes pontos coincidentes entre as diversas abordagens   psicanalíticas  dos   trabalhos  de :  Sperling,  Winnicott, Marty, Sami-ali,  MacDougall e  Dejours, e Melanie Klein.
1. Há um acordo quase absoluto com respeito à formação de uma estrutura psicossomática no curso do desenvolvimento precoce, devido a uma relação mãe-filho distorcida. Esta estrutura se caracteriza por um eu frágil, com deficiência no seu processo de simbolização.
2. Outro acordo se refere ao parentesco da psicossomatose com a psicose. Sublinha-se que existe em  ambas a mesma confusão inconsciente que implica  contradição,   porém   sua   solução   é  diferente.  Na psicose se produz   um  pensamento delirante; no transtorno psicossomático é o corpo que delira. Considera-se que este delírio corporal manifestado na somatização é uma defesa contra temores psicóticos.
Podemos considerar a Psicossomática, como um Instrumento Terapêutico da área da saúde, devendo, portanto, fazer parte das habilidades e competências do Psicólogo, tanto na sua prática clínica quanto na sua atuação nas Instituições.

A postura psicossomática exige de quem trabalha com ela, uma disposição de aprender coisas novas e, até mesmo, coragem de modificar métodos de trabalho, se necessário, a uma maior compreensão deste misterioso e fascinante envolvimento mente/corpo “. (Laurenti, 2000)

Palestrante
Vânia Carla Barbosa Santos, Mariléia Catarina Rosa e Karla F.bacellar da silva
 
Cúrriculo

 Vânia Carla Barbosa Santos

• Graduada em Psicologia.
• Universidade Nove de Julho.
• Ano de Conclusão junho de 2009.

I congresso Latino Americano da Psicologia - ULAPSI- Abril/2005. Centro Universitário Nove de Julho. São Paulo. Participante e Monitora.
3º Jornada de Neuropsicologia – Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas Universidade de São Paulo –  Agosto/2006. São Paulo.
Palestra da Epistemologia à Psicanálise – Instituto Paulista de Psicanálise. Palestrante Alberto Pelegrini – Fevereiro/2006. São Paulo.
Palestra  Compreendendo a Adolescência, História e Psicanálise – Centro Universitário Nove de Julho - Outubro/ 2005. São paulo.
Palestra Passado e Presente da Neuropsicologia de Luria – Centro Universitário Nove de Julho – Outubro/2006. São Paulo.
Participação como Palestrante no 4º Encontro do Saber Psicanalítico –
SINPESP- outubro de 2007. São Paulo.  
Grupo de Estudos Sobre a Psicose sob o Referencial Teórico Lacaniano- Com Mauricio Castejón Hermann- Setembro/2008 à Junho/2009

Leitura de Textos Freudiano; Construção do Sujeito em Freud. Sede do Campo Lacaniano - São Paulo. Duração 1 ano. Coordenador: Maurício Hermann. (2007).
Informática: Windows, Excel, PowerPoint.

Inglês – Escola de Idiomas Evolution – São Paulo. Cursando.
Espanhol (Básico) - Sociedade Cultural da Língua Universal - Agosto/2006. São Paulo.
 
-Produção científica supervisionada no 3º e 4° semestre do 2º ano da graduação de Psicologia na disciplina Estágio Básico I e II, em Psicanálise, sobre o tema “Adolescência, Psicanálise e Cultura”, que investiga o sub-tema “Ambivalência dos Pais ”. Título: “A Adolescência e a Ambivalência dos Pais”. / Universidade  Nove de Julho, 2005/2006 – SP.
- Produção científica supervisionada no 5° semestre do 3º ano da graduação de Psicologia na disciplina Estágio Básico III, em Psicanálise, sobre o tema e título: “Análise da relação de cuidado do profissional da saúde e seu paciente na Clínica Escola”. / Universidade  Nove de Julho, 2006 – SP.
- Produção científica supervisionada no 6° semestre do 3° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Básico IV, em Psicanálise Infantil, sobre o tema e título: “O desenvolvimento infantil sobre a perspectiva kleiniana: Caso clínico de uma Psicose infantil”. / Universidade Nove de Julho, 2007 – SP.
- Produção científica supervisionada no 7° semestre do 4° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Profissionalizante em Organização, em Psicanálise para a capacitação de educadores com o tema “A Função do Holding no Processo Grupal: Reflexões sobre a construção do holding no grupo em um curso de capacitação dirigido a Educadores da rede Estadual de ensino do Município de Francisco Morato.”. / Universidade Nove de Julho, 2007 – SP.
- Produção científica supervisionada no 7° semestre do 4° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Profissionalizante em Instituição de Saúde, em Fenomenologia com portadores de HIV/AIDS com o tema “Uma Compreensão Fenomenológica Sobre Portadores de  HIV”. / Universidade Nove de Julho, 2007 – SP.
- Produção científica supervisionada no 8° semestre do 4° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Profissionalizante em Instituição de Saúde, em Fenomenologia com o tema “Relato de Experiência de Estágio no Hospital Psiquiátrico Pinel: Uma Compreensão Fenomenológica Sobre a Loucura.”. / Universidade Nove de Julho, 2008 – SP.
- Produção científica supervisionada no 9° semestre do 5° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Profissionalizante em Instituição de Saúde de Longa Permanência, em Psicanálise com o tema “Relato Autobiográfico”. / Universidade Nove de Julho, 2008 – SP.
- Produção científica supervisionada no 10° semestre do 5° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Profissionalizante em Instituição de Educacional, em Fenomenologia com o tema “Correio psicoeducativo”. / Universidade Nove de Julho, 2009 – SP.
- Produção científica supervisionada no 10° semestre do 5° ano da graduação de psicologia Trabalho de Conclusão de Curso enfoque psicanalítico  com o tema “A Escrita Como Processo Terapêutico na Clínica das Psicoses”. Autoras: Bacellar, K.F; Rosa, M.C; Santos, V.C.B. / Universidade Nove de Julho, 2009 – SP.

Estágio em Recursos Humanos na Empcon Psicologia e Desenvolvimento Humano. Estágio Supervisionado pela Psicóloga Vanessa Dal Col Ismenio Carneiro. As atividades realizadas no estágio eram: recrutamento e seleção, análise de currículo, prestar suporte aos funcionários, realização de dinâmica e resolução de conflitos na empresa, entre estas atividades burocráticas.

 Mariléia Catarina Rosa

PSICOLOGIA – FORMAÇÃO DE PSICÓLOGO
Universidade Nove de Julho
Conclusão: Junho/2009

- Produção científica supervisionada no 3º e 4° semestre do 2º ano da graduação de Psicologia na disciplina Estágio Básico I e II, em Fenomenologia, sobre o tema “Relato de Minha Experiência – Abrir a Pasta”, que investiga o sub-tema “O Desenho como forma de Expressão”. / Universidade  Nove de Julho, 2005/2006 – SP.
- Produção científica supervisionada no 5° semestre do 3º ano da graduação de Psicologia na disciplina Estágio Básico III, em Psicanálise, sobre o tema e título: “Drogas do Ponto de Vista da Psicanálise”. / Universidade  Nove de Julho, 2006 – SP.
- Produção científica supervisionada no 6° semestre do 3° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Básico IV, em Psicanálise Infantil, sobre o tema e título: “Transtornos de Ansiedade na Universidade e Atuação do Psicólogo: “COMO AUXILIAR UNIVERSITÁRIOS COM FOBIA SOCIAL”. / Universidade Nove de Julho, 2007 – SP.
- Produção científica supervisionada no 7° semestre do 4° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Profissionalizante em Organização, em Psicanálise para a capacitação de educadores com o tema “PERDAS E GANHOS NUM PROCESSO GRUPAL: reflexões sobre a construção de um grupo em um curso de capacitação dirigido a Educadores da rede Estadual de ensino do Município de Francisco Morato. / Universidade Nove de Julho, 2007 – SP.
- Produção científica supervisionada no 7° semestre do 4° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Profissionalizante em Instituição de Saúde, em Fenomenologia com portadores de HIV/AIDS com o tema “UM OLHAR FENOMENOLOGICO PARA O RELATO DE PORTADORES DE HIV/AIDS: sobre a conscientização na participação de um grupo de Adesão Geral no Cefran”. / Universidade Nove de Julho, 2007 – SP.
- Produção científica supervisionada no 8° semestre do 4° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Profissionalizante em Instituição de Saúde, em Fenomenologia com o tema “RELATO DA EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO NO HOSPITAL PSIQUIÁTRICO PINEL: A história da lou-cura - Uma longa jornada que parte do iluminado livre e chega ao louco oprimido. Estágio no Hospital Psiquiátrico Pinel.”. / Universidade Nove de Julho, 2008 – SP.
- Produção científica supervisionada no 9° semestre do 5° ano da graduação de psicologia na disciplina Estágio Profissionalizante em Instituição de Saúde de Longa Permanência – Recanto São Camilo, em Psicanálise com o tema “Relato Autobiográfico”. / Universidade Nove de Julho, 2008 – SP.
- Produção científica supervisionada no 10° semestre do 5° ano da graduação de psicologia na disciplina Relatório apresentado para Disciplina de Estágio Profissionalizante - Prevenção e Promoção de Saúde nas Organizações com o tema “ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE: Recepção do CFP – qualidade no atendimento”. / Universidade Nove de Julho, 2009 – SP.
- Produção científica supervisionada no 10° semestre do 5° ano da graduação de psicologia, Trabalho de Conclusão de Curso enfoque psicanalítico com o tema “A Escrita Como Processo Terapêutico na Clínica das Psicoses”. Autoras: Bacellar, K.F; Rosa, M.C; Santos, V.C.B. / Universidade Nove de Julho, 2009 – SP.

- Grupo de Estudos Sobre a Psicose sob o Referencial Teórico Lacaniano- Com Mauricio           Castejón Hermann- Setembro/2008 à Junho/2009 – SP

- Encontro do Saber Psicanalítico/2004/2005/2006/2007/2008 - SP

- II Simpósio do Serviço de Reabilitação – Hospital Infantil Darcy Vargas / 2008 - SP

- Universidade Nove de Julho - Envelhecimento Saudável, como palestrante tema: Aspectos Psicológicos do Envelhecimento Bem Sucedido / 2008 - SP

- 3ª Jornada de Neuropsicología DMR HC FMUSP / 2006 - SP

- 1ª Congresso Latino-Americano da Psicologia – Ulapsi /2005 participante e Monitora-SP

- IV Congresso Mundial de Psicoterapia Buenos Aires/AR 2005

 Karla F.bacellar da silva

• Conclusão do curso de psicologia
• Universidade Nove de Julho.
• Ano de Conclusão junho de 2009.

Palestra Compreendendo a Adolescência, História e Psicanálise – Centro Universitário Nove de Julho. 
Palestra Dia do Psicólogo - Mesa Redonda – Centro Universitário Nove de Julho
Palestra Passado e Presente da Neuropsicologia de Luria – Centro Universitário Nove de Julho .
Palestra Análise Psicológica Critica de um dos Programas Super Nanny - Centro Universitário Nove de Julho.
Palestra Dorina Nowill “O Deficiente Visual e a sua Inclusão na Sociedade”- Centro Universitário Nove de Julho.
Palestra Lei Maria da Penha – Lei sobre Violência - Centro Universitário Nove de Julho
Produção científica supervisionada no 10° semestre do 5° ano da graduação de psicologia Trabalho de Conclusão de Curso enfoque psicanalítico  com o tema “A Escrita Como Processo Terapêutico na Clínica das Psicoses”. Autoras: Bacellar, K.F; Rosa, M.C; Santos, V.C.B. / Universidade Nove de Julho, 2009 – SP.

Grupo de estudos sobre as Psicoses - referencial teórico Lacaniano  Orientado por Maurício Hermann - São Paulo. Duração 1 ano.  (2008/2009).
Informática: Windows, Excel, Word.
Operadora de Telemarketing  
Curso de Gestão Empresarial (Básico) - Orientação para Crédito.

Inglês (Básico) – Escola de Idiomas Microcamp – São Paulo. Cursando
 

Palestra

 A Escrita como Processo Terapêutico na Clínica das Psicoses. 

 

A proposta de tratamento para as psicoses por muito se deram dentro de internação em instituições psiquiátricas, na qual o sujeito psicótico era invalidado tanto em seu discurso como em sua forma de expressão o “delírio”, sendo compreendido como “louco” passível de isolamento, restringindo-o em sua liberdade uma vez que este não se enquadrava nos parâmetros de normalidade estabelecido em nossa sociedade, ou seja, inviabilizando o sujeito de realizar laço social.  No entanto, com a reforma psiquiátrica houve-se a necessidade de rever e repensar a atuação do profissional de saúde, para com o paciente psicótico, viabilizando não só uma, mas várias outras possibilidades terapêuticas que possibilite ao paciente laço social e sua inserção. Diante disto, temos o intuito de apresentar à "Escrita como uma possibilidade Terapêutica", um trabalho que permita ao sujeito uma estabilização que não o prive de sua liberdade.  

Palestrante
Dra. Maria Filomena Brandão
 
Cúrriculo

-Gerente de Relacionamento, pela Sangari do Brasil;

-Consultora Educacional e Administrativa;

-Professorea de Graduação em Orientação Educacional;

-Psicologia da Educação ;

-Psicologia Organizacional ;

-Metodologia de Ensino e Práticas Educacionais;

-Doutora em Pedagogia e Mestre em Psicologia pela Universidade Metodista de São Bernardo;

-Pós- Graduada em Administração de Recursos Humanos e Psicopedagogia pela UNIFAI e estudante de Psicanálise pelo NPP.

Palestra  AGRESSIVIDADE: UM CAOS CONSTRUTIVO E CRIATIVO
 

A agressividade tratada como um ato motor, um movimento à frente, uma ação caótica e que se transforma em gesto que se transforma em possibilidades, possibilidades que inovam e se revestem através de atitudes construtivas e criativas. " A Agressão que não é negada, e pela qual pode ser aceita a responsabilidade pessoal, é aproveitável para dar força ao trabalho de reparação e restituição".

A criatividade da qual vamos tratar, fala da ruptura e negação dos padrões de repetição e dos ideais de outrem que nos são impostos, em favor de nos construir no mundo. Segundo Winnicott (1996) é através da criatividade que sentimos a vida como digna de ser  vivida, em oposição, a submissão da realidade externa. Viver criativamente constitui um estado saudável em oposição á base doentia para a vida.

Assim falaremos da possibilidade fundamental de agir. A ação que reconhecida por um outro significado se transforma em gesto e através deste se dá o acontecer de si no mundo e assim no "eu" se "constitui" e se "constrói".

Ao compreender a agressividade como um gesto saudável, um  indivíduo abre-se para a possibilidade de defender-se de um ambiente muitas vezes hostil, um eu "atormentado pela repressão de seus impulsos agressivos" e instaurar um lugar de crescimento e de existência produtiva, construtiva e criativa.

Como diz Clarice Lispector, " é preciso não esquecer e respeitar a viilência que temos. As pequenas violências salvam-nos das grandes".

Palestrante
Valéria Lucarelli Mocelin
 
Cúrriculo

Valéria Lucarelli Mocelin, psicóloga clínica, psicanalista,  especialista em psicologia hospitalar pelo Hospital do Servidor Público Estadual e pós-graduada em psicoterapia psicanalítica pela USP.

Atuou com psicóloga hospitalar por 4 anos (1996-2000) no Hospital do Servidor Público Estadual, e foi responsável pelo grupo de psicologia no serviço de Ortopedia e Traumatologia.

Foi psicóloga responsável pela implantação do serviço de psicologia hospitalar no Hospital e Maternidade Sepaco (1999-2004). Em atuou como psicóloga Sênior no Hospital Israelita Albert Einstein (2004-2006).

Docente e supervisora do curso de especialização em psicologia hospitalar do Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (2005-2006).

Há dois anos  é  professora e supervisora  do curso de psicologia da Universidade Nove de Julho, docente da Aphrendere escola de formação em psicologia e atua em consultório particular há 13 anos.

É membro do Associação de Psicoterapia Psicanalítica filiada  ao curso de Especialização em psicoterapia psicanalítica do Instituto de psicologia da USP.

Palestra INDENTIFICANDO O "LOBO MAU": A VIOLÊNCIA EM VÁRIOS NÍVEIS NA SITUAÇÃO ANÁLITICA. 
 

Freqüentemente atendemos vítimas de violência, em geral indivíduos mais vulneráveis psiquicamente, em quem o encontro de situação violenta externa com as fantasias internas potencializa a dor e medo latentes.
Apresento o caso de uma adolescente, que enfatiza um dos desafios na psicoterapia psicanalítica: as repercussões psíquicas da violência, em seus diversos níveis.
A paciente relatava não conseguir dormir mais à noite, desde dois meses após o brutal assassinato da sua avó materna. O psicodiagnóstico evidenciou angústia intensa e temor dos agressores da avó, manifestados em pesadelos freqüentes. Após a fase inicial, surgiu um impasse: a paciente apenas se referia a assuntos superficiais e permanecia por longos períodos em silêncio. Para facilitar o manejo e possibilitar que a paciente entrasse em contato com seus medos e angústias, propus a leitura do conto da Chapeuzinho Vermelho durante as sessões, devido à semelhança da estória da paciente com o conto.
A partir da leitura, a comunicação se fez possível e, aos poucos, a paciente foi fazendo associações, falando de seus medos e do assassinato da avó, voltando a dormir.
Portanto, o uso de simbolismos contidos nos contos de fadas pode facilitar a elaboração de conflitos inconscientes, especialmente em crianças e pacientes jovens.

Palestrante
Dr. Hewdy Lobo Ribeiro 
 
Cúrriculo

- Médico Psiquiatra subespecializado em Saúde Mental da Mulher e Terceira Idade

- Médico Colaborador no Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria da USP

Palestra PEDOFILIA - RESQUÍCIOS DE UMA AGRESSIVIDADE
 

Palestrante
Dra. Roseana Moraes Garcia
 
Cúrriculo

Doutoranda e Mestra em Psicologia Clínica pela PUC-SP

Especialista em Saúde Mental Infantil pela FCM- Unicamp

Diretora do Centro Winnicott de Campinas

Professora e supervisora da Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana.

Palestra AGRESSIVIDADE EM D. W. WINNICOTT
 

GRUPO VIDA
 
Coordenação

 

Araceli Albino 

Maria Teresa Mendonça de Barros

Tema OFEREÇA-LHE A OUTRA FACE
 

MESA REDONDA

Palestrantes

Coordenador: Olivan Liger de Oliveira

Psicanalista com quinze anos de prática clínica, master practitioner em programação neurolingüística, formação em hipnoterapia ericksoniana. Presidente da COPEFIP - Comissão Permanente de Ética e Fiscalização Profissional do SINPESP - Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo.
Coordenador e implantador de cursos de formação em Psicanálise. Atualmente ministra, com uma equipe de outros profissionais, cursos de formação em Psicanálise e formação básica em Hipnoterapia Ericksoniana. Docente do NPP- Núcleo Brasileiro de Pesquisas Psicanalíticas, nas áreas de Psicanálise e Neurociências, onde também desenvolve outras atividades afins.
Desenvolveu trabalhos de consultoria em empresas como a Reckitt Benckiser entre outras e também ministra workshops na área de comunicação corporativa e desenvolvimento profissional. Atualmente presta consultoria para a BSG- Bruno Comercial Ltda – Alphaville. Graduando em Tecnologia de gestão de RH.

Dr. Wagner Paulon

-FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE

-MESTRE EM PSICOPATOLOGIA

-PSICOLOGIA (SAINT MEINRAD COLLEGE) USA

-PEDAGOGIA (FEC ABC), MBA (UNIVERSITY ABET) USA

-CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENTORPECENTES (USP)
 
-PSICANLISTA DO SINDICATO DOS METALURGICOS DE SÃO CAETANO DO SUL
-PSICANALISTA DA INDUSTRIA Z. F. DO BRASIL-S.C.SUL-Brasil

-PSICANALISTA DO SINDICATO DOS PROPAGANDISTAS DE PRODUTOS FARMACÉUTICOS DE SÃO PAULO
-MEMBRO DA CRUZ VERMELHA BRASILEIRA (REGIONAL SÃO PAULO)
-EX-PROFESSOR DE ESCOLAS ESTADUAIS E PARTICULARES DO ESTADO DE SÃO PAULO (BIOLOGIA, BOTANICA E ZOOLOGIA)
-EX-DIRETOR-ASSISTENTE DO COLEGIO ESTADUAL DE SÃO CAETANO DO SUL
-LIVRE DOCENTE DE VÁRIAS FACULDADES
-EX-PROFESSOR DE PSICOPATOLOGIA DA ESCOLA SUPERIOR DE PSICANÁLISE DE SÃO PAULO
-EX-DIRETOR DE RELAÇÕES HUMANAS DO SABETUR, MEMBRO DE VÁRIAS SOCIEDADES INTERNACIONAIS.

Andre Laroz Mendonça de Barros

Editor Chefe da Revista Exame

Economista

Viviana Eugenia Gualtieri

-Assistente Social Judiciária

-Atuação atual vara da Família e sucessões e vara da Infancia e Juventude

-Atuação atual vara Criminal - Somente nos casos da Lei Maria da Penha

-FORMADA EM 1988 - Curso Superior de Serviço Social PUC-SP

-ESPECIALIAZAÇÃO EM PSICOTERAPIA BREVE E ORIENTAÇÃO FAMILIAR-SEDES SAPIENTAE 1998

-COORDENADORA DO GRUPO DE ESTUDOS SOBRE FAMILIA
-ANTES DA EXPERIENCIA FORENSE - ATUEI COMO ASSISTENTE SOCIAL NO HOSPITAL DAS CLINICAS DA FMUSP - INSTITUDO DO CORAÇÃO E INSTITUTO DA CRIANÇA. DE 1986 A 1992
-PARTICIPAÇÃO DE ENCONTROS - SEMINÁRIOS - E AFINS SOBRE TEMAS CORRELATOS A ÁREA DE ATUAÇÃO.

Dr. Aben Athar

Juiz substituto em 2º grau - Da 11º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

MARCIO RONEY SANTOS CORREIA
 
Psicanalista
Especialista em Terapia Familiar
Sexólogo (concluindo em setembro de 2009)
Membro do Sbrash - Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana
Presidente do SINDPES - Sindicato dos Psicanalistas do Estado do Espírito Santo

Dr. Emmanoel G. Zirondi

Tema AS DIVERSAS FACES DA AGRESSIVIDADE
 

Palestrante
Dr. Marco de Tubino Scanavino
 
Cúrriculo

-Doutor pela FMUSP,

-Coordenador do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex),

-Médico assistente do ProSex, Ambulatório dos Impulsos,

- Centro Reabilitação e Hospital - Dia do Instituto de Psiquiatria do HC - FMUSP.

Palestra  COMPULSÃO SEXUAL: ASPECTOS CLÍNICOS, ETIOLÓGICOS, TRATAMENTO E RISCOS.
 

A perda do controle sobre os impulsos sexuais acomete indivíduos de diferentes perfis socioeconômicos e culturais, alijando-os do trabalho, bem como do convívio familiar e social, o que se constitui em fonte de grande sofrimento pessoal, perdas significativas e constrangimentos. Apesar da prevalência ser relativamente baixa, a repetitividade e a gravidade dos sintomas confere a esses casos muita visibilidade e conseqüente relevância. Muitas vezes, o comportamento sexual fora de controle é também um problema para a qualidade de vida do sujeito e de seus parentes. Desafiando os tratamentos convencionais, o acompanhamento a esses pacientes requer intensa ação psicoterápica acompanhada de farmacoterapia.

A teoria psicanalítica contribui com importante referencial teórico que favorece o manejo psicoterápico dos portadores. Conceitos neurobiológicos e do modelo de tratamento das dependências também contribuem para o tratamento dos pacientes.

Diversos aspectos sociais e nosológicos resultam no reconhecimento tardio do problema, decorrendo graves conseqüências. Daí a importância de instrumentalizar profissionais da saúde mental com critérios diagnósticos que favoreçam o reconhecimento precoce dos casos.

 

 

 

 
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