Quem é o sujeito da Psicanálise?


Dra. Araceli Albino

Psicóloga / Psicanalista


Em 1885, uma declaração de Nietzsche pela boca de Zaratustra chocou o homem: “Deus está morto”. Com isso, o homem se vê desamparado e aqui se nota a importância do estabelecimento de uma relação com um Outro ser para o sujeito sentir-se amparado diante de sua própria finitude e inquietude.



Para o sujeito sentir-se humano, é necessária a presença física e simbólica de um outro ser que o ampare. Ele só sobrevive porque existe um Outro que cuida, ama e ampara, necessidade que pode ser explicada como produto do longo período da relação mãe-bebê, compreendida como a experiência formadora do sujeito, o sujeito que interessa à psicanálise.

Nessa evolução da busca da compreensão do homem pelo próprio homem, surge Sigmund Freud, o criador da Psicanálise. Ele foi um médico neurologista que, no final do século XIX, procurou entender o homem e a sua dor além da religião e do corpo biológico. Freud criou uma teoria específica do inconsciente, um método e uma técnica que pudessem explicar a existência humana e o mal-estar advindo da própria constituição de sua subjetividade.

Suas experiências clínicas e reflexões sobre os fenômenos humanos levaram Freud a descobrir que a relação de um adulto cuidador com um pequeno infante era imperiosa na constituição do psiquismo humano, pois ali na primeira infância o sujeito se constitui e, da mesma forma, suas dores.

Freud apresenta que o ser humano é, além de um corpo biológico e neurológico, um ser simbólico e subjetivo. Nesse campo, existe um determinismo que é de ordem inconsciente que articula e organiza a maneira como o homem vive. O mais genial de sua descoberta é que ele encontrou uma maneira de aliviar as dores advindas desta constituição, pois criou um método de investigação do inconsciente e uma técnica para analisar as manifestações dele na vida cotidiana pelos sonhos, chistes, atos falhos, lapsos e os sintomas mentais e somáticos. A psicanálise é uma práxis terapêutica eficaz na resolução das neuroses humanas, podendo ajudar pessoas a lidarem com suas questões e reduzir o sofrimento.

Procure psicanalistas sindicalizados.



Referências bibliográficas

GAY, P. Freud: uma vida para nosso tempo. 2ª reimpressão, Companhia das Letras: SãoPaulo,1989.

JORGE, M.A.C. Fundamentos da Psicanálise de Freud à Lacan, 4ª edição, Jorge Zahar Editor: Rio de Janeiro. 2002.

LAPLANCHE, J. PONTALIS, J.B. Vocabulário de Psicanálise. 8ª edição, Livraria Martins Fontes Editora: São Paulo, 1985.

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