Conceito de felicidade em Freud

Claudia Sampaio

Psicanalista e Pedagoga



O conceito Freudiano de felicidade é ao mesmo tempo a obtenção de prazer e evitação de desprazer. Assim, todos os homens desejam a felicidade, obter prazer intenso e interminável, e a ausência completa de desprazer. A tendência de zerar a tensão presente no aparelho psíquico se contrapõe a existência de forças internas e externas que geram a excitação. Para que haja uma regulação entre estas forças, o princípio de inércia, que tende a se livrar de qualquer quantum de energia psíquica acumulado, precisa ser adaptado para que possa reduzir a tensão por meio de alguma ação, mas tal ação não seria possível caso o organismo estivesse em um estado zero de excitação. O aparelho psíquico necessita manter um nível constante de tensão para que funcione de forma eficiente, entretanto a produção de excitação é sempre maior do que a possibilidade de descarregá-la.

A eliminação da tensão pela descarga, certamente, causa um estado de bem estar. Todavia, para Freud, o funcionamento do aparelho psíquico não está voltado para atingir este estado, mas sim para atingir um estado sem excitação. De acordo com o limite imposto por nossa própria constituição psíquica para o alcance da felicidade é que Freud afirma: “[...] a intenção que o homem seja “feliz” não está contida no plano da “criação”. Os homens, na medida em que buscam a felicidade entendida da forma positiva, não entendem que estão à procura de algo impossível, pelo fato de toda a estruturação do aparelho psíquico estar voltada para atingir outro fim.” (Inada, 2013). Sob esta perspectiva a felicidade é inatingível em virtude da constituição psíquica humana.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FREUD, Sigmund. Inibição, Sintoma e Ansiedade (1925-1926) Vol. XX.Obras Psicológicas Completas.Edição Standard Brasileira – versão eletrônica, Rio de Janeiro: IMAGO1988.

______. O Mal Estar na Civilização. (1930)Vol. XXI. Obras Psicológicas Completas.Edição Standard Brasileira – versão eletrônica, Rio de Janeiro: IMAGO1988.

INADA, Jaqueline Feltrin. Disponível em: http://www.marilia.unesp.br/Home/RevistasEletronicas/Kinesis/JaquelineFeltrin(58-67).pdf. Acessado em 05/12/2013.

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